quinta-feira, 22 de março de 2012


Áreas rurais terão mais 200 polos da Universidade Aberta do Brasil


Dilma Rousseff anunciará Programa Nacional de Educação do Campo
Pronacampo foi lançado ontem para qualificar escolas rurais, onde 46,8% dos professores não tem licenciatura

     A Universidade Aberta do Brasil (UAB), projeto de educação a distância do governo federal, crescerá para as áreas rurais e deverá ganhar nos próximos anos pelo menos mais 200 polos de apoio presencial nessas áreas. Essa é a previsão revelada ontem pelo governo durante o lançamento do Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo), em Brasília, a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff, e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O programa vai oferecer apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para implementação da política de educação do campo. O objetivo é qualificar as escolas rurais e evitar o fechamento delas, tendência detectada pelo governo nos últimos anos.

     No Brasil existem 76 mil escolas rurais, com mais de 6,2 milhões de matrículas e 342 mil professores. O Pronacampo vai estabelecer um conjunto de ações articuladas que atenderá escolas do campo e quilombolas em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

     Entre as ações previstas no programa estão o fortalecimento da escola do campo e quilombola, que já em 2013 receberá material pedagógico adequado às especificidades da vida do campo. Por meio do programa Mais Educação, 10 mil escolas do campo passaram a oferecer educação integral.

Professores
 - Serão oferecidos cursos de licenciatura para formação de professores e cursos de aperfeiçoamento. Na área rural, 46,8% dos professores não tem licenciatura. Serão estabelecidos 200 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para auxiliar na formação desses professores. 

     O programa prevê a oferta de 180 mil vagas pelo Pronatec Campo (parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, Pronatec) para formação tecnológica de jovens e trabalhadores do campo, a construção de 3 mil novas escolas e investimentos em infraestrutura.

     Durante a cerimônia, Dilma Rousseff assinou medida provisória que inclui as escolas dos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFAS) no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Também foi encaminhado ao Legislativo projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), estabelecendo medidas referentes ao fechamento das escolas do campo e exigindo que sejam ouvidos os conselhos estaduais e municipais de educação.

     Para a presidenta, o papel do Pronacampo é assegurar oportunidades para a população do campo. "Nós estamos apostando que uma nova geração vai se beneficiar de tudo que fazemos nesta, mudando a feição do campo brasileiro e garantindo que ele será um lugar digno e de qualidade para se morar e se criar os filhos", afirmou Dilma.

     De acordo com o ministro, o Brasil é um grande produtor de alimentos, mas tem uma dívida com as populações camponesas. "Nós temos, aproximadamente, 30 milhões de pessoas que vivem no campo, o Brasil é a segunda maior agricultura do mundo, produz 300 bilhões de dólares e exporta quase 95 bilhões de dólares, no entanto nós não temos uma política específica de educação para a população que vive no campo brasileiro", disse Mercadante.

(Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC)

Ouça discurso do ministro Aloizio Mercadante na cerimônia de lançamento do Pronacampo.


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